Vivências e convivências

Vivências e convivências

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Etiqueta e Comportamento no Trabalho



        É cada vez maior o interesse em se conhecer as regras de conduta, nem sempre ditas e escritas, que regem o comportamento social e profissional dos membros de uma sociedade ou organização. Por quê? Pelo fato de serem indispensáveis para a convivência num mundo que se torna dia-a-dia mais inquietante e ríspido. 

        O mundo dos negócios, em particular, está requerendo dos seus componentes uma postura profissional elegante que lhes assegure êxito pessoal e profissional ao se relacionar com clientes internos e externos. Ser bem-educado é predicado cada vez mais valorizado na vida como um todo. 

        Você, profissional, está prestando atenção para sua inteligência social? Karl Albrecht em seu livro Inteligência social (2006, M.Books do Brasil Editora) define inteligência social como a habilidade de se relacionar bem com as outras pessoas e conquistar sua cooperação. Essa capacidade, para muitos, é um fator determinante para uma carreira de sucesso. 

        A vantagem competitiva hoje é representada por atitudes e gestos considerados essenciais para solidificar a imagem profissional.  Alguns exemplos: dizer obrigado(a), pedir por favor, com licença, saber se apresentar e cumprimentar as pessoas, comportar-se elegante e corretamente em um almoço de negócios, vestir-se de acordo com a ocasião e o horário, usar o celular sem ser inconveniente. 

    Estamos na era dos relacionamentos, da empresa humanizada. O diferencial de uma organização para outra não está unicamente na tecnologia que ela tem à sua disposição, mas também no relacionamento que tiver com seus clientes, fornecedores, colaboradores.  O conhecimento e a prática correta das regras de etiqueta, ou seja, das boas maneiras e dos bons costumes, geram benefícios imediatos tanto para o profissional que as pratica como para a organização da qual faz parte. Facilita o convívio entre as pessoas por meio de comportamento adequado a cada ocasião e cerimônia. Ajuda a conquistar e manter clientes. Dá ferramentas para trabalhar em equipe e segurança em ocasiões cerimoniosas. E faz o ambiente de trabalho ser mais leve. 

    As atitudes do “ser” elegante são pautadas na educação, na humildade, na discrição, no bom senso, na generosidade, no amor e respeito pelas pessoas, na cortesia, na cordialidade e na hospitalidade. Nós nos preocupamos tanto com processos e procedimentos administrativos, relatórios gerenciais, não que não sejam importantes. Muito pelo contrário. Mas o que dizemos sem dizer uma palavra muitas vezes é o diferencial. Nós afetamos as pessoas com nossa postura, gestos, olhar, expressões faciais e apresentação pessoal. Da mesma forma como elas, também, nos afetam por estas mesmas vias. 

    Para fazer parte do time dos bem sucedidos, recomendamos prestar atenção e tomar cuidado especial com alguns pequenos, mas importantes, detalhes que podem afetar a imagem profissional:  

aperto de mão mole ou esmagador;

impontualidade;

participar de fofocas e fomentar a rádio corredor;

falar de problemas pessoais no trabalho;

apresentação pessoal desleixada;

desrespeitar a privacidade do outro;

repreender uma pessoa em público;

falar em voz alta em ambientes com divisórias;

chamar a pessoa aos gritos;

corrigir a gramática ou a pronúncia de quem estiver falando;

utilizar gírias e palavrões no vocabulário;

apontar coisas ou pessoas com o dedo;

bocejar, tossir, espirrar, assoar o nariz, sem discrição;

usar maquiagem pesada e perfume forte;

“cercar” o chefe no corredor, no elevador, no restaurante para resolver assuntos pendentes.


Considerando os pontos citados, você se considera uma pessoa elegante?



A mulher executiva



Verificando, a título de organização, os escritos e manuscritos que tenho arquivado da época em que fazia meu curso de Licenciatura Português-Inglês no final dos anos 80, deparei-me com o texto intitulado A mulher executiva, que elaborei para a disciplina de Língua Portuguesa V, ministrado pela Professora Otília Martins.

Trinta anos depois apresento o texto para você refletir sobre o que mudou de lá para cá, o que nós – mulheres – avançamos e conquistamos. 

“A mulher executiva

No mundo dos negócios a atuação da mulher está se tornando cada vez mais comum. Apesar de ainda ser relativamente rara a presença feminina entre os cargos topos de uma organização, a porcentagem vem aumentando consideravelmente.

O exército feminino que, até agora, tem conseguido empregos bem remunerados teve que mostrar sua força lutando centímetro por centímetro, degrau por degrau, em direção ao tão famigerado topo da pirâmide corporativa. Ele teve que se esforçar em dobro para vencer os preconceitos, para ultrapassar as barreiras para, só então, ter a oportunidade de ocupar uma das cadeiras numa reunião de diretoria. E mesmo já ocupando essa posição, as suas atitudes devem ser as mais cautelosas possíveis, justamente para não arruinar com as chances de outras mulheres que almejam um dia desfrutar essa mesma oportunidade.

Tanto mulheres como homens têm iguais condições de serem bem sucedidos no mundo empresarial, ou em outra área de sua livre escolha. Só que, infelizmente, nem sempre têm as mesmas oportunidades, e há razões inúmeras do porque não terem as mesmas chances. Provavelmente a razão principal, especialmente levando em conta o seu acesso a cargos executivos, é que a maioria somente vê a mulher como uma dona de casa, envolvida única e exclusivamente com as relações familiares, educação dos filhos e administração da casa.

Existem mulheres tentando no dia-a-dia provar sua competência com mais afinco que os homens. A convivência diária com os desafios deixou as mulheres mais resistentes psicologicamente, principalmente se levarmos em conta que elas são minoria por ainda pertencerem a um grupo sem tantas oportunidades de ascensão. Por isso, estão acostumadas a ultrapassar barreiras e a se dedicar com muita obstinação até conseguir seus objetivos. Graças a essas barreiras e a essa obstinada dedicação, já é visível uma crescente participação feminina em cargos executivos. E para tanto, tem suas armas mais eficientes que são definitivamente, muito femininas: intuição, sensibilidade, garra, dedicação à empresa. Armas essas que são cada vez mais valorizadas pelas corporações modernas. É claro que aliado a isso está sempre uma formação profissional adequada.

Mesmo diante de tantas discriminações e preconceitos, algumas já estão ocupando cargos de alto nível e são bem sucedidas. Parabéns! Sim, elas merecem ser parabenizadas principalmente porque conseguiram chegar lá pela sua competência profissional, por serem tão competentes ou até mais do que seus colegas homens.

Esse tipo de mulher certamente sabe usar o seu talento e mostrar ao time da maioria que não é do tipo de mulher que recebe o bônus de Natal e já no primeiro dia útil após os feriados aparece no escritório exibindo uma nova joia. Esse tipo de mulher quer mais do que apenas um objeto. Ela quer mais porque é ambiciosa, competente e acima de tudo porque é Mulher!” 

Como seria o texto se o reescrevêssemos hoje em 2018?